Relação de Minicursos

MINICURSOS

 MC1 – História e Historiografia sobre o Maranhão colonial e imperial.

André Luís Bezerra Ferreira (UFPA)

Tadeu Rodrigues (UFMA)

O presente minicurso tem como objetivo analisar como a história do Maranhão nos períodos colonial e imperial tem representada na historiografia brasileira. Para tanto, buscaremos revisitar as interpretações sobre o lugar periférico que foi atribuído ao Maranhão no decorrer desta escrita historiográfica. Sendo assim, apresentaremos temáticas que tem sido alvo das análises dos historiadores maranhense. No entanto, não se trata de elaborar uma revisão historiográfica dirigida ao regionalismo, mas compreender as conexões entre o local, regional, nacional e global. A metodologia utilizada para a realização consiste na apresentação de fontes primárias e bibliográficas que possibilitem aos ouvintes um profícuo debate a pertinência das problemáticas levantadas pelos proponentes do minicurso, bem como, a incitação de diversos outros questionamentos relativo ao tema em questão. 


MC2 – História e natureza no Maranhão setecentista: os três reinos na mira dos exploradores coloniais

Msc. Flávio Pereira Costa Júnior (UFMA)

Alessandra Cristina Costa Monteiro (UFMA)

No século XVIII, o Império Português a fins de se desenvolver economicamente vai valorizar o conhecimento naturalista-utilitário, isto é, a pesquisa acerca da natureza que pudesse ter alguma potencialidade econômica. No Maranhão tais pesquisas vão se intensificar no período do ministério pombalino (1750) e no de D. Rodrigo de Sousa Coutinho (1796-1801). Assim, naturalistas como Dias Cabral e o padre José Joaquim Pereira vão adentrar o sertão do Maranhão e Piauí, tendo como função identificar, analisar e remeter amostras de produtos naturais para Portugal. Tais pesquisas eram estratégicas para a soberania portuguesa frente as demais potências europeias. Deste modo, este minicurso tem o objetivo de debater por meio das fontes primárias o uso que se fez politicamente das descobertas científicas nesta região.


MC3 – A conquista, ocupação e os conflitos fundiários: a expansão luso-maranhense e luso-baiana no Vale do Parnaíba (segunda metade do XVII e primeira do XVIII)  

Samir Lola Roland (UFPA)

A expansão da conquista e ocupação sentido (oeste-leste) e (leste-oeste) no Vale do Parnaíba que se caracterizou pela busca de extensas áreas de terras pelos colonos oriundos do Maranhão e Bahia para a instalação de suas fazendas de gado e engenhos, desde a segunda metade do século XVII, e que se consolidou através da distribuição de cartas de sesmarias e patentes militares, pelos governadores aos conquistadores durante a primeira metade do século XVIII. Por outro lado, a partir da segunda década do século XVIII, temos o encontro entre as duas frentes de conquista e os conflitos fundiários entre colonos, autoridades régias e senhorios locais, em torno do uso e da posse da terra nessa região. Assim, o objetivo do minicurso é tentar compreender, de um lado, as razões para essa expansão e conflitos fundiários e, de outro, qual era o posicionamento político e administrativo adotado por parte da Coroa e autoridades régias para a regularização da ocupação da terra nessa região no período elencado.


MC4 – Praticas pedagógicas em sala de aula entre a Literatura e a História

 

Ana Paula Reinaldo Verde (PPGHEN/UEMA)

Andréia Ingryd de Holanda Demetrio (PPHEN/UEMA)

Nosso trabalho intenciona propor praticas pedagógicas direcionadas a pesquisa em sala de aula que permitam professores e alunos trabalhar a pesquisa no seu cotidiano buscando através  da Literatura e da História uma maior dinamicidade, associação e eficiência no fazer pedagógico e consequentemente melhores resultados no processo ensino-aprendizagem. Assim, elaborar estratégias pedagógicas com o uso de tecnologias e outras linguagens e, planejar com professores e gestores estratégias para a melhoria dos resultados nas avaliações e seletivos através do estudo historiográfico dos textos literários serão objetivos desse trabalho utilizamos autores como: Michel de Certeau, Reinhart Koselleck, Paul Ricouer, Giorgio  Agamben, Georges Didi-Huberman, Cybelle de Ipanema, Alzira Alves de Abreu, João de Deus Vieira Barros, Philippe Perrenoud são as orientações teóricas escolhidas para direcionar a pesquisa e o desenvolvimento desse minicurso. 


MC5 – Desafios do ensino de História: Saber Histórico, Abordagens e Novos Conteúdos

Yuri Givago Alhadef Sampaio Mateus (NEMO/PPGHEN/UEMA)

Natasha Nickolly Alhadef Sampaio Mateus (Mnemosyne /PPGHEN/UEMA)

 A atual conjuntura questiona a importância do ensino de História, dado o seu impacto na formação do indivíduo enquanto sujeito ativo da sua própria história. Com as novas abordagens da História alguns temas antes não contemplados passaram a ganhar espaço na academia, logo servem como “fontes primárias” para a educação básica. O desafio consiste nas abordagens desses novos conteúdos chegarem à sala de aula não ficando restritos apenas às Universidades. 


MC6 – Fórmula Desenvolvimentista: Estado e Repressão na Ditadura Empresarial Militar

Mariana da Sulidade (NUPEHIC/PPGHEN/UEMA)

Werbeth Serejo Belo(NUPEHIC/PPGHEN/UEMA)

A Ditadura Empresarial Militar instaurada com o golpe de Estado e as transformações do aparato estatal a partir de 1964 estão no bojo de uma proposta de Estado de racionalidade autoritária a partir de políticas repressivas e a redefinição da relação e Sociedade Política e Sociedade Civil O desenvolvimento desse minicurso interessa-nos para compreender as transformações do Estado brasileiro na Ditadura Empresarial Militar em duas vias de atuação: a) nas principais Diretrizes e Planos Político-Econômicos que demarcaram a relação Estado e Economia nesse período; b) no campo brasileiro, tendo como partida alguns apontamentos na relação entre Estado e Terra apresentando as contradições da legislação agrária de 1964 e suas alterações em sintonia com as políticas econômicas do Governo Costa e Silva e parte do Governo Médici.

 


MC7 – Ditadura, Imprensa e Ensino: releituras de um passado presente.

 Adriano Negreiros da Silva (NUPEHIC/PPGHEN/UEMA)

Manoel Afonso Ferreira Cunha (NUPEHIC/PPGHEN/UEMA)

Em 1964, inaugurou-se mais um período histórico de antidemocracia na república brasileira. Nesse contexto, múltiplas construções discursivas foram veiculadas para a formação de uma “legitimidade” frente à opinião pública sobre aquele Estado, isso, em caráter oficial; e outra linha discursiva, contra hegemônica, que foi gestada sob sacrifícios e riscos que os aparelhos de repressão empreendiam aos ditos “inimigos” da nação. Logo, temos no papel da imprensa um elemento central de criação e veiculação de ideias, tanto a grande imprensa, quanto a imprensa alternativa. Conciliado a isso, após o fim da ditadura, estão às versões “oficiais” que passaram a instruir, e instruem, através dos livros didáticos muitas gerações de brasileiros. Sim, o livro didático é uma fonte necessária para compreendermos o ensino que temos sobre essa época.

 


MC8 – O NAZISMO ATRAVÉS DA HISTÓRIA: ASCENSÃO, CONSOLIDAÇÃO E QUEDA

Priscilla Piccolo (PPGHEN/UEMA)

O presente minicurso se propõe a abordar historicamente um dos fenômenos mais marcantes do século XX, cujos resquícios ainda podem ser sentidos em várias partes do mundo: o nazismo.

As ideias centrais do projeto nazista foram inicialmente publicizadas na revista Ostara, de grande circulação na Áustria. Defendo o nacionalismo, a superioridade da raça ariana e o antissemitismo, a Ostara foi intensamente consumida por Hitler que, nos anos 1920, sistematiza aquele conjunto inicial de ideias e o transforma em um projeto de grande envergadura que nos anos 1930 passará a ser o fio condutor da política governamental alemã.

Esse minicurso será sistematizado em três momentos: um primeiro em que serão analisados os fundamentos do nazismo, analisando historicamente seu percurso até chegada ao poder por Hitler em 1933; o segundo momento será destinado à análise do governo de Hitler que levou à formação do III Reich. Por fim, serão analisados os elementos responsáveis pela queda do projeto nazista e seus posteriores desdobramentos.

 


MC9 – O ENSINO DE HISTÓRIA E A EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL

Aldina Da Silva Melo (PPGHEN/UEMA)

Claudiomiro Ferreira De Oliveira (UFMA)

Iara Silva Souza (PPGHEN/UEMA)

 É a partir, sobretudo, da instituição do regime republicano no Brasil que se inicia a tessitura das bases de uma educação pública propriamente dita em nosso país. Nesse ínterim, a educação pública se (re)inventou a partir de bases sociais, políticas e morais distintas. As duas últimas décadas do século XX, por exemplo, apresentaram condições políticas, sociais e morais muitos específicas que fizeram emergir movimentos por uma “educação do campo”. Esse movimento tem alimentado discussões que contribuem decisivamente para o redimensionamento das bases historiográficas, do ensino de história e do como a identidade do campo brasileira foi construída. Assim, ensino de história, educação do campo e história da educação brasileira compõe a tríade a partir da qual buscamos tecer as discussões sobre o lugar do ensino de história na educação do campo no Brasil.


 MC10 – A Transição Política Brasileira em uma perspectiva histórica

Leonardo Leal Chaves (NUPEHIC/PPGHEN/UEMA)

Apesar da longa duração do regime ditatorial brasileiro, implementado em 1964 com o golpe empresarial militar que destituiu o presidente democraticamente eleito, João Goulart, e extinto na década de 1980, com a chegada ao poder do primeiro governo civil e com a promulgação da Constituição de 1988, tentativas de recondução do país ao regime democrático foram realizadas em vários momentos.

Esse minicurso se propõe a mapear os distintos projetos de Abertura iniciados ainda na década de 1960. Serão analisados suas principais características e os elementos responsáveis por seus sucessivos fracassos. Ênfase maior será conferida ao projeto Geilsel-Gobery que acabou por ser aquele que conduziu o processo de transição no Brasil. Neste projeto, serão destacadas suas características conservadoras e, principalmente, o processo de aprovação da Lei de Anistia.


MC11 – História da África e Estudos Afro-Brasileiros: Educação, Identidade e Relações de Gênero 

Gleiciane Brandão Carvalho (NEAFRICA/PPGHEN/UEMA)

Reinilda de Oliveira Santos (NEAFRICA/PPGHEN/UEMA)

Washington Carlos da Silva Mendes (NEAFRICA/PPGHIS/UFMA)

 

As pesquisas sobre os Estudos Africanos e Afro-brasileiros têm ganhado destaque na historiografia brasileira recentemente. Este fato deu-se, sobretudo, após a promulgação da lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história da África e da cultura afro brasileira em todos os níveis da educação básica. Desse modo, essa proposta de minicurso se justifica pela histórica relação entre o Brasil e a África, desde os tempos do tráfico transatlântico de africanos (séculos XVI-XIX). Assim, a sociedade brasileira é decisivamente marcada pela influencia africana, seja na sua interface de um passado colonial, seja na contemporaneidade dessas relações. Partindo dessa perspectiva, busca-se suscitar um debate acerca das identidades, relações de gênero e educação, pois entende-se que essas categorias são de fundamental importância para se compreender melhor a diversidade e complexidade da história do continente e suas relações com o Brasil.